Pneumotórax (Manuel Bandeira)
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
- Respire.
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é [...]
Posts com Tag ‘poesia’
Terça-feira
Publicado em dreamland, maçãs no escuro, etiquetado ego, febre, manuel bandeira, poesia, terça-feira, tosse em Novembro 5, 2008 | 1 Comentário »
Os sofrimentos da jovem Wëlter
Publicado em dreamland, maçãs no escuro, etiquetado órfãos do eldorado, compulsão, ego, febre, goethe, gripe, hilda hist, literatura, manaus, milton hatoum, modernidade, obsessão, pós, poesia, segunda-feira, transtorno, viagem, zygmunt bauman em Novembro 3, 2008 | Deixar um comentário »
Wëlter: Que dor no peito…
(ao mesmo tempo):
Glauci: Amor?! Neiva: Stress?!
Wëlter: Gripe?
Ângulos, ronquidões e Hilda sempre salvando. Nada de modernidade líquida, amor líquido ( eu sei que é só apertar o delete, Bauman) e blablá, bom mesmo é a vida líquida:
Alcoólicas
É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura [...]
Namorados
Publicado em dreamland, etiquetado literatura, manuel bandeira, poesia em Junho 24, 2008 | Deixar um comentário »
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagartixa listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos [...]
“A gente quer entender uma pessoa, só encontra silêncio”
Publicado em dreamland, etiquetado literatura, memória, milton hatoum, novela, poesia, realidade, sonho em Junho 3, 2008 | 1 Comentário »
“(…) se fores embora não vais encontrar outra cidade para viver. Mesmo se encontrares, a tua cidade vai atrás de ti. Vais perambular pelas mesmas ruas até voltares para cá. Tua vida foi desperdiçada neste canto do mundo. E agora é tarde demais, nenhum barco vai te levar para outro lugar. Não há outro lugar” [...]