1. Acabei de ler “Quase memória” (Cony) dia desses e fiquei em dúvida se havia gostado ou não. Afirmo, hoje: no me gusta, mas indicaria para várias pessoas. Por quê? O enredo é interessantíssimo e, apesar de não ter me conquistado, é relativamente bem narrado.
Este romance foi o retorno de Cony ao gênero, em 1995. Em 1974, lançou Pilatos, fracasso de público/critica, considerado por muitos como antiliteratura/romance para leitores radicais, mas o preferido do próprio autor (e o meu). No prefácio, intitulado Teoria geral do quase:
Ao terminar meu nono romance (Pilatos), há mais de vintes anos, prometi a mim mesmo que, acontecesse o que acontecesse, aquele seria o último. Nada mais teria a dizer – se é que cheguei a dizer alguma coisa
O romancista tenta explicar esse quase-quase: quase romance, quase memória, quase biografia. O narrador-autor recebe um embrulho que credita ao seu pai (já falecido), apesar da não identificação do remetente. A narrativa se contrói em torno das memórias suscitadas pelo embrulho, ao longo do livro in-tei-ro. Tenho muito apreço por romances memorialísticos (literatura sem memória?!), mas faltou poesia por aqui. Oh se faltou. E não me venham com comparações com Amarcord !
(Levarei porrada. Espera só até eu dizer que eu não gosto do Machado romancista.*)
(Pronto falei.)
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2. Madeleine Peyroux lançou dia 10 de março seu novo cd: Bare Bones. E pela primeira vez veio de compositora! Dez músicas são parcerias e uma (I must be saved) é todinha dela. Nada surpreendente mas digno. Aquela coisa eu-faço-jazz-gracinha-pós-moderno-e-adoro-biliie-holliday. Brincadeira. A voz dela é linda. E relaxante.
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* Notem: eu escrevi eu “não gosto”, não “é ruim”. Isso merece um post gigantesco…