Aos vinte e três anos, era aos olhos do pai uma mulher culta e bonita, porém um pouco introspectiva demais. Ou quem sabe introspecção não fosse o caso dela. Era sociável, não lhe faltavam amigos nem disposição para envolver-se em atividades coletivas. Mas de vez em quando parecia apagar enquanto olhava a vista de uma janela, uma rua, o mar, ou até mesmo uma parede. Contemplativa. Contemplava tudo longamente, inclusive a si própria, e era isso que fazia agora, penteando os cabelos (GALERA, Daniel. Cordilheira. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 )
Minha mais nova narradora preferida, Anita me acompanhou calmamente por dezembro. Valeu a pena. Lindo romance e pqp(!) que saudade de BsAs.
p.s. : O romance faz parte da coleção Amores Expressos.
A Anita é foda bragarai mesmo. Tinha um certo preconceito com essa tchurminha dos Galera e Pelizari da vida, mas tenho que reconhecer que a prosa do cara é bem boa. Tô no final do livro, em breve maiores comentários. PS: Como todo bagaça que se preza, friso aqui as cenas de coito: coisa muito fina.
rá!
Holden e Anita sabiam o que faziam.
Aaahh, então quer dizer q tu tbm tens um blog, Ju?!
Já está favoritada tbm! hehe
;***
“em certo sentido, o texto perpetua o estereótipo de que ninguém é capaz de entender realmente as mulheres, nem elas mesmas”
li em uma das criticas do livro…
Ju, adorei o comentário, fico feliz que tu tenha gostado do conto…
eu tava há tempos pra te adicinar na lista de blogs do meu blog, posso? assim eu leio com mais frequência!
Bj!
Vejo que te apaixonaste pela narração da Anita tanto quanto eu! (Terminei Cordilheira há poucas semanas)
E sim, que saudades de BsAs!
(caí de gaiata no teu blog……)
[...] de passagem – recheada de paradoxos superficiais, só superficiais, e só os paradoxos. Em réplica ao trecho destaque da Welter, seleciono o meu. Linhas que considerei bem escritas e profundamente [...]