“Procurou o seu habitual medo da morte e não encontrou. Onde ela está? Que morte? Não havia nenhum medo, porque também a morte não existia”
Considerada por muitos a melhor novela da literatura mundial, “A morte de Ivan Ilitch“, de Lev Tolstói, faz por merecer: rápida e rasteira, sem delongas e enfeites.
Ivan Ilitch (com uma narrativa à la Brás Cubas, em termos), pequeno burguês com uma vida medíocre, se vê acometido de uma doença sem diagnóstico ou cura. Doença que se torna cada mais dolorosa, não apenas fisicamente mas também, e principalmente, pelo descaso das pessoas com quem convive (o que temos de afeto no livro é de Guerássim, seu criado ) e pela certeza da morte. Com uma revisão de sua vida perante a iminência do fim, resta para Ivan a raiva, a angústia e o não entendimento de tamanho castigo, encontrando na infância o “ponto luminoso” de sua vida.
Apesar de meu horizonte de expectativas ter sido um pouco maior que o necessário, a técnica de escrita é fanstástica: inquestionavelmente eficiente, muito bem narrada.
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Com tanto dor ficcional e tanta chuva, nada como uma literatura infantil na Puc + frio com sol para completar a programação semanal…
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p.s: a LP&M tem uma versão mais acessível da novela (está esgotada na Cultura mas no Zaffari pode ter ainda…)
