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Once

Depois de ser sabotada pelo Artplex início de junho (filme ficou muito pouco tempo em cartaz) consegui, esta semana, ver Once, de John Carney.  Claro que eu esperava mais (meu clichê favorito, então não tem muito peso), mas o filme é  bonito, e simples. Sinopse básica: um artista de rua (Glen Hasard) e uma imigrante tcheca (a cantora checa Marketa Irglova), vendedora de flores,  se conhecem nas ruas de Dublin  e passam uma semana escrevendo e gravando canções de amor. Ele, abandonado pela ex. Ela, com uma filha, separada do marido que voltou para República Tcheca. Comentário breve sobre o “romance”: claro que o Garoto faz bobagem logo de cara.

Sem nomes, com figurino escasso e um enquandramento por vezes (e propositalmente) “desajeitado”, o filme te ganha fácil por 20 motivos: as canções. Todas elas foram compostas por Glen ou em parceria com Marketa. Aqui dá para ouvir um pouco. A canção “Falling Slowly” levou o último Oscar, inclusive.

Agora vou lá escutar Los Hermanos e já volto…

Leon, i need you.

E nós que jogávamos Pac-Man no final da década de 80…
Resenha aqui.
Quer saber mais? Wiki!.

O orkut não permitiu que eu criasse uma lista de pedidos, ops, presentes. Eu preferia pedidos, mas enfim. Nem são muitos, nem são difíceis. Mas voltemos a lista de presentes, que o orkut não permitiu. Percebendo que a Jousi mostrou-se receptiva a idéia de presente útil DE VERDADE, resolvi colocar minha lista de presentes úteis-necessários-imprenscindíveis-para-o-próximo-semestre. Assim ela tem opções. E vai que alguém embarca…

 

ABREU, Caio Fernando. Onde andará Dulce Veiga? ( falando em Caio F.,aquela coleção Caio 3D da Agir, cai bem bem).

Alencar: As minas de prata. O demônio familiar.

Alves. Poesias completas.

Anderson, Benedict. Nação e consciência nacional.

ANDRADE, Oswald de. Memórias sentimentais de João Miramar.

AUERBACH, Erich. Mimesis.

AZEVEDO. O mulato. O cortiço (a-do-ro. emprestei no segundo grau e nunca voltou)

BARTHES, Roland. Fragmentos do discurso amoroso.

Bauman, Zygmunt. Identidade

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. Obras escolhidas, vol. 1.

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade.

BERND, Zilá. Introdução à literatura negra.

BOLLE, Willi. Fisiognomia da metrópole moderna.

CALLADO, Antonio. Quarup.

CAMÕES. Os Lusíadas.

CANDIDO, Antonio. A educação pela noite. O discurso e a cidade.

CONY, Carlos Heitor. Pilatos.(leiam. hilário)

CORTÁZAR, Julio. Valise de cronópio.

COULANGES, Fustel de. A cidade antiga.

COUTO, Mia. O outro pé da sereia.

ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção.

FREUD, Sigmund. Moisés e o monoteísmo.

FREUD, Sigmund. O Moisés de Michelangelo.

GAMA, Luiz. Trovas burlescas e escritos em prosa.

GOMES, Renato Cordeiro. Todas as cidades, a cidade: literatura e experiência urbana.

GOYANES, Mariano Baquero. Que es el cuento.

GUIMARÃES, Bernardo. A escrava Isaura.

HILLMAN, James. Cidade & alma.

LIMA, Hermann. Variações sobre o conto.

LIMA, Rogério, FERNANDES, Ronaldo Costa (Orgs.). O imaginário da cidade.

LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. LOBO, Luiza, FARIA, Márcia Gonçalves S. (Orgs.). A poética das cidades.

MACEDO, Joaquim Manuel de. As vítimas-algozes. Quadros da escravidão.

Magalhães, Gonçalves de. Antônio José ou o poeta e a inquisição. Tragédias.

MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides.

MIRANDA, Ana de. Desmundo.

MORETTI, Franco. Atlas do romance europeu 1800-1900.

MUMFORD, Lewis. A cidade na história.

PATROCÍNIO, José do. Os retirantes.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. O imaginário de cidade: visões literárias do urbano – Paris, Rio de Janeiro, Porto Alegre.

REUTER, Yves. Introdução à análise do romance.

ROMERO, José Luis. Latinoamérica: la ciudad e las ideas.

ROSENFELD, Anatol. Reflexões sobre o romance moderno.

SAID, Edward W. Freud e os não-europeus.

Saïd, Edward. Orientalismo.

SCLIAR, Moacyr. Os vendilhões do templo.

SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas. Que horas são?

SHAKESPEARE, William. A tempestade. O mercador de Veneza. Otelo, o mouro de Veneza.

Souza, Laura de Mello e. O diabo e a Terra de Santa Cruz.

TACCA, Oscar. As vozes da novela.

TADIÉ, Jean-Yves. O romance no século XX.

WAIZBORT, Leopoldo. A passagem do três ao um.

Waldman, Berta. Entre passos e rastros. Presença judaica na literatura brasileira contemporânea.

WATT, Ian. A ascensão do romance.

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Já dei uma olhada aqui e aqui. Encontráveis. Festa oficial no Beira-rio, 21:45. Inter x Santos. Gremistas e não simpatizantes de futebol podem me der um desses livrinhos que estarão perdoados. E amanhã eu volto a escrever por aqui, quem sabe faça pedidos. Pedidos são mais legais que presentes…

 

 

“Agora eu sei”*

*Partida do audaz navegante (Guimaraes Rosa)

12 de julho de 1995, 11h da manhã.

( +9 de agosto de 2006, 16 de agosto de 2006, 17 de dezembro de 2006 e 25 de janeiro de 2008, tu tens meu top 5 de dias inesquecíveis, caríssimo).

Namorados

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagartixa listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada! Você parece louca.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira: poesias reunidas, p. 126. RJ: José Olympio, 1966.

Domingo, 22 de junho, 16h:  Vitória 2 x 1 Internacional (Estádio do Barradão/Salvador-BA).

Eis a 7º rodada do Brasileirão. Nada boa, nada boa. Depois do 8 x 1 contra o Ju, daquela vitória linda contra o Paraná na Copa do Brasil, só lembranças…

É cedo para grandes apostas, ou alguém acha que o Flamengo leva alguma coisa? Ou que o Santos ou Fluminense caiam? Muita água ainda vai passar por baixo da ponte, mas jogar ponto fora também não dá. O time do Vitória é MUITO ruim, a defesa é uma piada, o Inter teve até mais chance de gol e NADA (bom, foi o encontro da defesa-piada com o ataque-não-faço-gol). Pontos positivos? Esqueça o plural, ficamos no singular: Taison acrescentou ao time.

Contratações? Só em agosto. Oito rodadas até lá. E se é para fazer contratações, faz de VERDADE. Trazer o goleador da 3º divisão do Acre não adianta.

O time está todo desarranjado, o Alex nem sabe onde está mais, e sempre dependemos tanto dele. Ai, ai, há algo de podre no reino da Dinamarca, mesmo… o ataque não faz gol, a defesa não funciona. A saída do  Abel, do Iarley e do Fernandão para mim foram ótimas, já estava na hora.  O Tite não era exatamente a minha preferência (Paulo Autuori é o cara), mas  se o Carvalho diz que é bom, eu me recolho a minha insignificância e digo amém.

Gols do jogo?  Marquinhos/Willians Santana(V) e Nilmar (I).

Gre-NAL da semana que vem promete. Co-irmão vem em bom momento, Roger fez 3 gols de penâlti hj (!) e tudo.

É, aguardemos.

Domingo, 29 de junho, 18:10min: Grêmio x Internacional (Estádio Olímpico/Porto Algre -RS), pela 8º rodada do Brasileirão.

Classificação:

Flamengo 16 7 5 1 1 16 7 9 76%
Grêmio 16 7 5 1 1 12 3 9 76%
Cruzeiro 16 7 5 1 1 14 6 8 76%
Náutico 14 7 4 2 1 10 5 5 67%
Palmeiras 13 7 4 1 2 11 8 3 62%
São Paulo 12 7 3 3 1 12 6 6 57%
Vitória 11 7 3 2 2 7 5 2 52%
Portuguesa 11 7 3 2 2 12 12 0 52%
Coritiba 9 7 2 3 2 8 7 1 43%
Atlético-MG 9 7 2 3 2 10 11 -1 43%
11º Atlético-PR 8 7 2 2 3 8 7 1 38%
Vasco 8 7 2 2 3 7 8 -1 38%
Sport 8 7 2 2 3 6 8 -2 38%
Figueirense 8 7 2 2 3 10 19 -9 38%
15º Internacional 7 7 2 1 4 8 11 -3 33%
Botafogo 7 7 2 1 4 6 9 -3 33%
17º Goiás 6 7 1 3 3 7 12 -5 29%
18º Ipatinga 5 7 1 2 4 6 13 -7 24%
Santos 5 7 1 2 4 6 13 -7 24%
20º Fluminense 2 7 0 2 5 4 10 -6 10%

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Libertadores quarta-feira: Dale LDU!!!!!

Ah, seleção: realmente, realmente, não me interessa mais desde a última copa.

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* LISPECTOR, Clarice.  A hora da estrela, p.87.  RJ: Rocco, 1999.

All Mine *

*All mine (Portishead/1997).

Adoro beringela, descobri dia desses quando senti uma vontade incontrolável de comer qualquer coisa em que ela estivesse presente. Nunca tive o hábito de comê-las com freqüência (lá no Texas elas não são comuns). Não me lembro do nosso primeiro encontro, mas finalmente a reconheci (adoro o prefixo re-, o in- também, mas esses são outros reconhecimentos dos últimos dias que nada tem a ver com as beringelas).  Dependente de restaurantes para satisfazer meus desejos, resolvi procurar alguma receita com a dita. Para minha alegria achei nas revistas da matriarca uma receita da Angélica (aquela da pinta na perna), bem fácil e pouco calórica:

Lasanha de beringela

3 beringelas
300 g de mussarela
1 embalagem de molho de tomate (troquei o molho pronto pelo meu que é imensuravelmente melhor).
Óregano
Sal
4 col. de azeite de oliva
Corte as berinjelas em fatia no sentido do comprimento  e coloque-as numa travessa refratária. Regue-as com azeite e tempere com uma pitada de sal. Leve ao forno para assar por 10 minutos. Em seguida, arrume as fatias de berinjelas intercalando-as com uma camada de molho de tomate e fatias de mussarela. Vá montando as camadas de forma que termine com o queijo. Polvilhe óregano e leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até gratinar.
190 calorias por porção
6 porções
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A-do-rei. Está certo que fui a única a ficar entusiasmada com o  novo prato, mas é que a beringela é tão gostosa… ( e lindona, que cor!).
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Beringela ou berinjela?
As regras ortográficas para uso de G ou J não são específicas para esse caso,  a ABL, o Michaelis e o Aurélio registram berinJela, mas o Houaiss vai de G.

(Bob Dylan *)

I’ve seen love go by my door
It’s never been this close before
Never been so easy or so slow
Been shooting in the dark too long
When something’s not right it’s wrong
You’re gonna make me lonesome when you go

Dragon clouds so high above
I’ve only known careless love,
It’s always hit me from below.
This time around it’s more correct
Right on target, so direct,
You’re gonna make me lonesome when you go

Purple clover, queen Anne lace,
Crimson hair across your face,
You could make me cry if you don’t know.
Can’t remember what i was thinkin’ of
You might be spoilin’ me too much, love,
You’re gonna make me lonesome when you go

Flowers on the hillside, bloomin’ crazy,
Crickets talkin’ back and forth in rhyme,
Blue river runnin’ slow and lazy,
I could stay with you forever
And never realize the time.

Situations have ended sad,
Relationships have all been bad.
Mine’ve been like Verlaine’s and Rimbaud.
But there’s no way i can compare
All those scenes to this affair,
You’re gonna make me lonesome when you go

You’re gonna make me wonder what i’m doing,
Staying far behind without you.
You’re gonna make me wonder what i’m saying,
You’re gonna make me give myself a good talking to.

I’ll look for you in old Honolulu,
San Francisco and Ashtabula,
You’re gonna have to leave me now, i know.
But i’ll see you in the sky above,
In the tall grass, in the ones i love,
You’re gonna make me lonesome when you go.

* versão Madeleine Peyroux.

p.s: O cd é Careless Love, todo lindo, com releituras de muita gente bacana.

Escuta a versão para o Dylan aqui. Vai com fé.

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